Donald Trump está prestes a anunciar as aguardadas tarifas recíprocas dos Estados Unidos em um evento midiático denominado “Make America Wealth Again”.
O anúncio, marcado para as 17h (horário de Brasília), promete ser um dos momentos mais marcantes da história moderna, segundo a Casa Branca.
As especulações sobre as novas tarifas são variadas, incluindo possibilidades como alíquotas distintas para cada parceiro comercial, uma taxa universal de 20% para todos os países, ou uma sobretaxa menor para um grupo seleto de nações. A incerteza tem gerado apreensão nos mercados globais.
Impactos no Brasil
O BTG Pactual estima que, em um cenário de tarifa média similar à que o Brasil impõe aos EUA (5,8%), haveria uma perda de cerca de US$ 3 bilhões na balança comercial anual brasileira. Se houver uma tarifa linear de até 25%, as perdas poderiam ultrapassar US$ 10 bilhões em 2026.
Internacionalmente, Israel já se antecipou, eliminando todas as tarifas sobre importações de bens dos EUA. O Reino Unido promete uma abordagem calma, enquanto o Canadá ameaça retaliação caso novas sanções sejam impostas.
Efeitos na economia e mercado
O temor de uma possível recessão nos EUA, devido às medidas de Trump, já afeta as projeções do mercado. Há expectativas de que o Federal Reserve (Fed) possa acelerar o afrouxamento monetário, com alguns analistas prevendo um corte total de 1 ponto percentual em 2025.
No Brasil, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que o país aguardará o anúncio oficial para decidir sua linha de ação, mantendo-se aberto ao diálogo e buscando fortalecer o comércio exterior.
Fonte: CNN Brasil