Os índices futuros dos EUA operam no campo negativo, nesta manhã de terça-feira (1º), com os agentes à espera de mais informações sobre a implementação de mais tarifas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que devem entrar em vigor a partir desta quarta-feira (2).
O republicano já impôs tarifas sobre produtos importados dos três maiores parceiros comerciais dos EUA, que são Canadá, México e China, e setores como automóveis, aço e alumínio. Tarifas sobre cobre podem ser anunciadas nas próximas semanas. Também está no radar de Trump taxar importações de produtos farmacêuticos, semicondutores e madeira.
O governo brasileiro se movimenta para elaborar uma reação às tarifas de Trump sobre produtos como aço e etanol. O principal argumento do governo brasileiro é que a balança comercial entre os dois países é favorável aos Estados Unidos há bastante tempo.
Enquanto isso, os agentes aguardam dados sobre a atividade industrial e do mercado de trabalho dos Estados Unidos com a divulgação do PMI de indústria, do ISM de indústria e do relatório Jolts, respectivamente.
Na agenda econômica desta terça-feira, no Brasil e aguardada a divulgação do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria de março.
Brasil
O Ibovespa fechou a segunda (31) com queda de 1,25%, aos 130.259,54 pontos, uma baixa de 1.642,64 pontos, resultado da preocupação dos investidores com as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que devem começar a valer a partir desta quarta-feira (2).
Apesar do resultado, o indicador terminou o mês com alta acumulada de 6,08%, o melhor mês desde agosto do ano passado, quando o IBOV encerrou com mais 6,54%.
Já o dólar comercial caiu 0,94%, cotado a R$ 5,701. O mundo começa a questionar se os EUA merecem confiança, algo que ameaça o dólar. O Goldman Sachs elevou probabilidade de recessão nos EUA para 35%, igualmente citando tarifas.
Por aqui, os analistas no Boletim Focus reduziram projeções para o dólar pela terceira vez consecutiva.
Europa
As bolsas europeias operam em trajetória positiva, registrando uma ampla recuperação enquanto investidores globais se preparam para novas tarifas comerciais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Por lá, a presidente do BCE (Banco Central Europeu), Christine Lagarde, e o membro do conselho Philip Lane discursam separadamente em uma conferência em Frankfurt hoje, no mesmo dia em que serão divulgados dados da zona do euro sobre inflação, PMI industrial e taxa de desemprego.
FTSE 100 (Reino Unido): +0,72¢
DAX (Alemanha): +1,17%
CAC 40 (França): +0,82%
FTSE MIB (Itália): +0,84%
STOXX 600: +0,91%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA recuam, nesta terça-feira, enquanto os investidores acompanham de perto os dados de manufatura de março, as vagas de emprego do relatório Jolts e os relatórios sobre gastos com construção.
Dow Jones Futuro: -0,24%
S&P 500 Futuro: -0,13%
Nasdaq Futuro: 0,00%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente no campo positivo, recuperando-se de uma forte liquidação na sessão anterior, com os investidores aguardando mais informações sobre o tarifaço de Donald Trump.
Shanghai SE (China), +0,38%
Nikkei (Japão): +0,02%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,38%
Kospi (Coreia do Sul): +1,62%
ASX 200 (Austrália): +1,04%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em baixa, com os traders preocupados com o impacto de uma guerra comercial promovida pelo governo estadunidense no fornecimento da commodity.
Petróleo WTI, -0,43%, a US$ 71,17 o barril
Petróleo Brent, -0,39%, a US$ 74,48 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, são aguardados dados do PMI de indústria (março), gastos com construção (fevereiro), ISM de indústria (março) e relatório Jolts (fevereiro).
Por aqui, no Brasil, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, disse na segunda-feira (31) que as expectativas de inflação estão desancoradas há bastante tempo, o que aumenta o custo desinflacionário, exigindo juros mais elevados por um período mais longo. Ele também comentou que o debate sobre a incerteza no cenário econômico não se resolverá com o chamado “Liberation Day”, ou “Dia da Libertação” anunciado pelo governo dos Estados Unidos para esta quarta-feira (2), dia em que o presidente dos EUA, Donald Trump, promete o anúncio de uma onda histórica de tarifas.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg
Fonte: ICL Notícias